
O reitor da UFMG, Clélio Campolina, afirmou nesta segunda-feira (28/6) que a construção do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec) é a melhor forma de transferir para a sociedade o conhecimento gerado no meio acadêmico.
"A parceria entre os setores público e privado é o caminho natural para que o conhecimento se transforme em tecnologia e seja transferido para as empresas", argumentou.
De acordo com o reitor, a construção do BHTec trará benefícios também para os alunos da UFMG. "Eles poderão ser integrados nas pesquisas que se desenvolvem aqui no Parque Tecnológico e, inclusive, criar empresas novas", disse. O reitor participou da solenidade de lançamento do edital para enquadramento de empreendimentos para ocupação do edifício institucional do BHTec.
Segundo o presidente do BHTec e ex-reitor da UFMG, Francisco César Sá Barreto, a expectativa é que a seleção das empresas seja concluída antes do término das obras do prédio institucional, previsto para o fim deste ano.
"Já existe um estudo anterior, feito por um instituto de inovação, sobre as empresas que gostariam de vir para o BHTec. A maioria são empresas de biotecnologia e tecnologia da informação, mas o edital está aberto a qualquer empresa, desde que ela faça inovação", afirmou.
As empresas selecionadas por meio do edital serão instaladas no próprio edifício institucional do Parque Tecnológico. Sá Barreto ressaltou que a decisão sobre ocupação dos terrenos ainda será discutida pelo conselho de administração do BHTec.
"Está em andamento estudo da incorporação dos terrenos, não só das empresas de base tecnológica, mas também para a área comercial, onde provavelmente será construído um pequeno mall", disse. Ele informou que o estudo deve ser concluído até o fim deste mês. "Provavelmente será feita uma chamada a incoporadores, para a construção dos prédios", completou.
Também participaram da cerimônia de lançamento o diretor do Centro de Pesquisas René Rachou, Rodrigo Corrêa, o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz, Pedro Barbosa, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, o secretário adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Evaldo Vilela e o presidente do conselho de administração do BH Tec, Mauro Borges.
Convênio
Durante a cerimônia também foi assinado acordo de cooperação entre o Centro de Pesquisas René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (CPqRR/Fiocruz Minas) e o BH Tec, para instalação da nova sede do CPqRR no local.
De acordo com o vice-presidente de gestão e desenvolvimento institucional da Fiocruz, Pedro Barbosa, um centro de desenvolvimento tecnológico será acoplado à nova sede. "Com a nossa presença aqui, buscamos agregar valor ao trabalho da Fiocruz e esperamos que ela possa agregar valor ao trabalho dos outros, em prol do desenvolvimento em saúde e econômico da cidade, do Estado e do país", disse.
O secretário-adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Evaldo Vilela, destacou que a principal vantagem para as empresas se instalarem no BHTec será a proximidade com a Universidade. "Vivemos um momento muito importante de inovação no país e no mundo. Estar próximo à UFMG significa se aproximar de estudantes de pós-graduação e pesquisadores de primeiro nível", afirmou.
Já o prefeito Marcio Lacerda lembrou que a Universidade tem liderança na área de patentes. "Esse é um espaço privilegiado de interação da ciência, tecnologia e produção. É um espaço onde empresas com vocação tecnológica podem se instalar, sejam já bem estabelecidas no mercado ou ainda em partida", frisou.
Inovação
Indagado sobre a demora no processo de construção do prédio institucional do Parque Tecnológico, o presidente do BHTec afirmou que "infelizmente nosso país não está preparado para ter agilidade diantede projetos inovadores". Sá Barreto explicou que, após a cessão do terreno pela UFMG, em 2005, houve uma série de dificuldades para colocar o projeto em prática.
O atual reitor, Clélio Campolina, esclareceu que, além da discussão sobre a conveniência da cessão do terreno, que poderá ser usado por um período de 30 anos, houve dificuldade para conseguir licença ambiental e também para viabilizar os investimentos para realização das obras. "O governo do Estado está construindo o prédio e a Prefeitura de Belo Horizonte fazendo a infraestrutura, mas também estamos tentando captar outros recursos de setor público ou privado para a implantação efetiva do Parque", disse.
Até o momento foram investidos R$ 17 milhões para construção do Parque Tecnológico de Belo Horizonte. Segundo o reitor Clélio Campolina, a UFMG não fez investimento financeiro, mas cedeu o terreno e a participação de professores.
(Assessoria de Imprensa da UFMG)